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SAPIRANGA - MUNICÍPIO
Em 1933, a partir do surgimento de novas fábricas,
houve a ampliação do mercado de trabalho
sapiranguense. Com isso, a população triplicou.
Esses e vários outros motivos contribuíram para o
crescimento da idéia de emancipação. Assim, as
lideranças partiram para passos concretos, através
da criação de uma Comissão de Emancipação.
Também foi criado um Conselho Deliberativo composto
de todos os presidentes de partidos políticos da
região.
O número de habitantes ainda era insuficiente
(inferior a 12.000) para se emancipar.
Então, a organização apelou aos habitantes dos
distritos de Picada Hartz e Campo Vicente
(pertencentes a Taquara).
Assim, Sapiranga cumpria com todas as exigências
previstas em lei para se emancipar. Em 15 de
dezembro de 1954, lei número 2.529, Sapiranga passa
a ser município.
A primeira eleição, para prefeito, vice-prefeito e
vereadores, realizou-se no dia 20 de fevereiro de
1955. O primeiro prefeito eleito foi Edwin Kuwer,
com seu vice Waldemar Carlos Jaeger.
Os vereadores eleitos foram: Manuel Bailet Candemil,
Anita Lydia Wingert, Adolfo Evaldo Lindenmeyer,
Arthur Ernesto Petry, Bertholdo Hauser, Armindo Otto
Schwarz e Leopoldo Luiz Sefrin. A posse dos
vereadores ocorreu em 26 de fevereiro de 1955 e a
posse do prefeito e vice ocorreu em 28 de fevereiro
do mesmo ano.

IMIGRAÇÃO ALEMÃ
Antes da emancipação, Sapiranga era considerada o
quinto distrito de São Leopoldo. Existia a
denominação tradicional do mundo luso, oPadre
Eterno. Na época, era comum dar nomes a lugares. Os
primeiros imigrantes alemães desembarcaram no Porto
das Telhas, em São Leopoldo, no dia 25 de julho de
1824. Desde então, iniciou-se a história dos
municípios que rodeiam o Vale dos Sinos. Esses
imigrantes receberam lotes de terra, onde puderam
dar início à sua habitação.
A partir da colonização alemã, iniciaram-se as
modificações na estrutura do Rio Grande do Sul e do
Brasil. Além disso, os colonos alemães implantaram
uma nova filosofia de vida, onde o homem
compartilhava seu trabalho braçal com toda a
família. Dessa maneira, havia uma grande união entre
os imigrantes, pois os mesmos estavam expostos às
atividades de subsistência. Então, os vizinhos
ajudavam-se em determinadas funções.
A cultura alemã, na agricultura, indústria,
comércio, entre outros, foi se desenvolvendo desde
os primórdios da história do município e se mantém
até os dias de hoje.

OS MUCKERS
O Episódio dos Mucker tratou-se de um conflito entre
os colonos alemães, que ocorreu no século XIX, no
Morro Ferrabraz.
Jacobina e João Jorge Mauer se conheceram em
Hamburgo Velho, na metade do século XIX. Casaram-se
e mudaram-se para Leoner-Hof (como era denominada
Sapiranga). Jacobina sofria de ataques epiléticos,
desde criança, o que fazia com que ela fosse vista
como vítima de um transtorno do sistema nervoso,
agravados por leituras de natureza religiosa.
Além disso, Jacobina auxiliava o marido no
curandeirismo. Naquela época, os médicos eram
escassos. Então, as pessoas apelavam para os
curandeiros. Aos poucos, Jacobina misturava a
religião com o atendimento aos doentes, através de
leituras de passagens bíblicas para os pacientes.
Logo, ela tornava-se famosa por suas meditações
milagrosas.
Os adversários de Jacobina, preocupados com os
acontecimentos no Ferrabraz, realizaram um
abaixo-assinado, levando a imprensa da época a tomar
partido contra Jacobina.
Iniciou-se então a guerra. Formaram pequenos grupos
e saíram para incendiar casas comerciais, gerando
mortes de crianças e adultos. O combate final
ocorreu em dois de agosto de 1874.

AS ROSAS COMO SÍMBOLO:
Foi em 1964 que o título de Cidade das Rosas passou
a ser disseminado pelos moradores e conhecido pelos
visitantes. Sempre que alguém visitava o município
naquela época, era surpreendido pelo número de rosas
cultivadas nos jardins das casas, praças e prédios
comerciais e industriais. O primeiro Diretor do
Serviço Estadual de Turismo do Estado, Osvaldo
Goidanich, também ficou maravilhado com o colorido
das flores e a descreveu como a Cidade das Rosas.
Desde então, os Sapiranguenses utilizam esta flor
como o símbolo de união da comunidade. |
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